afinal, sou fraquinha, fraquinha...
alguém aí sabe a fórmula de cimento inquebrável, intransponível, in-tudo!?
Apercebo-me cada vez mais o quão fundamental é termos na vida pessoas que acreditem em nós e nos empurrem a seguir em frente e a fazerem com que nós próprios acreditemos (o que nem sempre acontece). Sempre que posso e me lembro, sabe-me bem agradecer-lhes por isso.
Mas na verdade, todo este despoletar de sentimentos é provocado por pequenas coisas e isso também é algo que me deixa feliz - o conceito de pequenas coisas aliado ao de felicidade. Pequenos passos para o Homem e grandes para mim, neste caso.
O feminino é o que a razão não controla, são as emoções, a natureza, os sentimentos, é tudo o que nos toma sem que racionalmente consigamos explicar, sequer combater. Mais forte, portanto, do que a razão.
A nossa obsessão com controlo é que faz com que as nossas emoções nos pareçam ruins, coisa de gente descontrolada, pouco civilizada, tudo o que o coletivo não gosta. E quem diz o coletivo diz o ego...
É esse o poder do feminino, símbolo de algo que muda sem aviso prévio, numa direção desconhecida e por isso mesmo ameaçadora.
Qualquer pessoa que leia isto vai perguntar-se: mas como é que tu andaste/continuaste com ele? Não sei. Não sei que espécie de loucura momentânea me deu mas estive com ele mais dois meses, até sair do emprego.
Sim, eu posso ter sido a outra, a que o fez trair a mulher mas sou eu que estou devastada, que me despedi do emprego onde era alguém para conseguir deixá-lo e que o deixei melhor do que estava antes.
Fui eu que fiquei com a vida no fosso, com o orgulho de rastos, com as feridas em carne viva.
Recompus a minha postura, mostrei-te as minhas costas, dei-te o meu desprezo, fingi-te a minha indiferença para não te dar tudo o que sou, para não te vangloriares nas minhas lágrimas, para não saberes que, todo este tempo, estiveste em mim e eu não tive como me separar de ti. Pertenço-te… mas não quero pertencer-te.