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Friday, November 13, 2015

aquele momento em que te apercebes

que o facto de estares sem smartphone é meio caminho para as pessoas se esquecerem de ti.

cada vez mais noto esse padrão: se não tens presença no vida virtual das pessoas, não tens presença nas rotinas das pessoas. mais rapidamente me respondem se enviar sms para o whatsapp/facebook que para o telemóvel. juro!

(sim sim isto é para muitos alguéns - que não lêem este blog. um dia chateio-me e digo-lhes que não gosto de ser ignorada.)

e, outro pormenor é que se escreve muito mais que antes, só que não se tem atenção ao que se escreve. faz sentido?

antigamente as sms que se enviavam eram pensadas no sentido em que se escrevia, lia-se o que estava escrito e depois enviava-se. eram sms escritas até ao limite dos caracteres para não ter que se pagar duas sms à conta dos acentos e dos caracteres especiais.

estes últimos meses tenho andado com telemóveis do tempo da maria cachucha e reparei que quase todas as pessoas escrevem sms como se estivessem a escrever num chat. é irritante. pipipipipi o telemóvel toca e de repente tenho 3 sms com informação que cabia numa.

e eu também faço isso às vezes. e irrita-me!!!

a pressa de comunicar é tanta que não pensamos. fazemos apenas.


Monday, July 21, 2014

a cultura do imediato

Disclosure - Latch feat. Sam Smith (Official Video)

a cultura do imediato:

* molda a forma como as pessoas se relacionam
* faz com que hajam mal entendidos
* impede-nos de sermos nós próprios por receio de sermos gozados ou incompreendidos
* eu-sei-lá

porquê?
talvez porque nem todos temos a capacidade de nos colocar no lugar do outro.
porque o que para uns é percebido como indiferença, para outros é timidez

e demora tempo a conheceres alguém. e nós não estamos para isso.

esta música é o exemplo perfeito daquilo que se procura hoje em dia, sem se ter a noção que há muito trabalhinho por trás para aquelas situações (do video) se darem. neste vídeo não sabes se há historial por trás, o que vês é que duas pessoas se olham e pumba, beijos e cenas e o camano. assim também eu.

não digo que não acontece. só digo que não é assim para todos.


Friday, July 18, 2014

o que os meus amigos me ensinam II

portanto....

"o nosso coração está ligado ao intestino,
por isso, amar é uma merda."

....


Tuesday, May 6, 2014

até o amor já passa recibos verdes

foi uma ideia que me veio à cabeça há um dia atrás.
(que isto de ir de férias serve para muita coisa)

o lado negro do coração? @ Mhas Perspectivas
todos (os solteiros claro) nos queixamos no quão difícil é iniciar um relacionamento hoje em dia.
eu ainda me lembro quando conhecia um rapaz e não o podendo adicionar no Facebook, outra manhas havia para voltar a vê-lo. mas hoje em dia é número de telemóvel para cá, facebook para lá e há muita coisa que se passa entre o conhecer e o beijar. mas é quase tudo virtual.

"ele fez-me um like no post que publiquei há 1min atrás"
"recebi uma mensagem de boa noite... xD"
"ele comentou a minha foto!!!"

(suspiro)

até falar disto é difícil. por isso não me vou alongar (muito) mais.

antigamente (não que eu seja muito velha) um namoro quando se iniciava era uma coisa séria.
era tipo um contrato a termo incerto... havia um período de galanteio, de encostos e toques acidentais, olhares cruzados, todo um rol de coisas que dava mais alento ao que vinha a seguir...

hoje em dia?
somos todos apaixonados em regime de freelance, relacionamentos abertos para cá, one-night stands para lá e assim se vai passando o tempo. ou porque como diz a Ana estamos todos desencontrados:

ele queria uma coisa mais séria e eu não
ele queria sexo, eu queria abraços
ele queria-me a mim e à namorada ao mesmo tempo
eu não queria ninguém
eu queria alguém mas não aquele, nem o outro

e assim se vai passando o tempo.

por isso é que acho que até o amor já passa recibos verdes.
ao início até tens isenção de compromissos, mas à medida que passas cada vez mais recibos, reparas que são sempre prestações de serviços manhosas, solicitações feitas em cima do joelho e que afinal não te vão compensar assim tanto como parecia. não só isso mas, depois, o imposto que vais ter de pagar por um bocadinho de carinho e atenção transforma-te numa pessoa endividada. insegura. inerte.

precária no amor.
mais um bocadinho e ainda começamos todos a adquirir um seguro contra desgostos amorosos!

(nota-se muito a depressão pós-férias?)


Wednesday, February 26, 2014

Dan says

that we have: “Lots of Adam and Eve’s problems” - maravilhoso!

and also: “As we invent new technology, we also invent new ways to kill us” - m e d o.


Monday, February 24, 2014

resumo de um jantar em Budapeste

passou-se em Junho de 2013

"é uma mese pra seis persons coms seis cups e seis prates! more nothing!"

conseguem perceber o mash-up entre o Português e o Inglês? lindo!


Tuesday, December 31, 2013

lixado lixado é

aquelas coisas que metemos na cabeça porque sim
porque ninguém nos contraria
porque ninguém sabe que as pensamos

porque as pensamos e como achamos que são verdadeiras não as partilhamos
não as partilhamos porque achamos que todos acham igual a nós

porcaria de percepção de realidade que difere de pessoa para pessoa

e metemos aquelas coisas na cabeça e aquilo fica lá
agarrado tipo carraça - exactamente como uma carraça!
e dá um trabalhão encontrar estas coisas e tirá-la de nós

e a questão que se põe é
mas pkié que ela está lá mesmo????

porque foi uma coisa que metemos na cabeça !!!!!!

tudo bem, não precisamos de estar sempre a correr para os outros para validação
mas se não vociferarmos as nossas opiniões (as coisas que metemos na cabeça) então de lá é que elas não saem.

vá, não temos de, obrigatoriamente, vociferar...

know what I mean?

feliz ano novo!


Tuesday, September 3, 2013

vai buscar!

Noutro dia afirmaste, incrédulo, que eu não reparava em ti. Porque eu te dizia que não me lembrava o que trazias vestido da última vez que saímos. Tu dizias que estavas com uma roupa diferente – tudo diferente, calças, camisa até sapatos!!! Eu não reparei.
Mas sabes porquê?
Porque não quero reparar.
Não quero olhar uma vez para ti e decorar instantaneamente o que trazes vestido. Não quero lembrar-me que o perfume que está dentro da cabine do elevador é o teu. Não quero saber essas coisas. Conhecer-te os passos porque fui à varanda ver quem tinha chegado. Não quero saber-te o timbre da voz. E mesmo assim, sem querer, já consigo perceber quando estás chateado. Acho que isso chega-me.
Consigo perceber quando estás a medir terreno, porque te encostas a mim, os dois na ombreira da porta, a espreitar para dentro da minha sala de estar, cheia de gente alegremente a falar sobre o jogo de ontem – tu és parvo, estas pessoas não nasceram ontem e conseguem deduzir o 1 + 1 da nossa dança de eu-não-dou-o-braço-a-torcer.
Tu encostas-te, eu deixo-me estar, mas vejo logo a troca de olhares dos nossos amigos, que estão na sala. Sabes que não ter televisão numa sala abre espaço ao convívio e à observação? Quem vê de fora acha que os olhares são sobre o jogo de ontem, mas eu percebo – tu reparaste? – que os olhares sobre são nós. E, por isso, continuo a não tomar-te atenção.
Porque eu sou péssima a mentir. O meu corpo não vai nessas cantigas de enganar pessoas e faz-me corar quando menos quero, quando menos espero. E como sou transparente, prefiro ficar na ignorância. Porque a ignorância é uma bênção e enquanto andarmos (des)encontrados na vida é dela que preciso.
Ainda que, a bem dizer, é a ti que eu quero. Mas agora não posso.
Agora não vai dar.
que acham? qq dia publico um livro, hein? 


Wednesday, July 10, 2013

/me (devo) ter um problema

a Susanna Tamaro escreveu:

“E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.

Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar.

Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar"

mas nem sempre consigo aplicar isto. como é que eu sei?

porque congelo quando não devia, fico quieta quando devia agir, olho em frente quando devia olhar para o lado.

se deixasse de me importar com o que os outros vão pensar era muito mais feliz... ou pelo menos muito mais tranquila com as minhas acções e inacções.

alguém sabe de um antídoto para isto?


Monday, June 10, 2013

esta tem rasteira*


fotografia retirada da página Porque nem as paredes da rua são portas fechadas



*mas só porque um olhar pode dizer tanto e significar tão pouco

no que concerne a comunicar não há nada como o toque e as palavras para esclarecerem situações


Sunday, May 26, 2013

adoro

quando, no meu telemóvel xpto, com teclado swype, estou a escrever uma mensagem e ao deslizar os dedos pelas letras que formam a palavra 'chocolate', o teclado assume que a palavra que eu quero é 'felicidade'.

amo!

o telm conhece-me tão bem pah!

/me lágrima no canto do olho


Saturday, April 20, 2013

A Lot Like Love - aftermath

não é um filme de Óscar mas fez-me pensar numa coisa.

presume-se pela história que 1998 seja o ano em que os protagonistas se conhecem. daí até 2005 (ano de estreia do filme), há muitas coisas que a tecnologia modificou na nossa rotina e isso vê-se no filme.

um dos exemplos mais gritantes é a forma como nos relacionamos com alguém que acabamos de conhecer e com quem queremos manter contacto. em 1998 cumeh que faziam isso, lembram-se?

no filme, o Oliver, como não tem telemóvel, dá o contacto do telefone da casa dos pais à Emily.

hoje em dia ou trocam-se contactos de telemóvel ou então diz-se qualquer coisa do género "estás no facebook de não-sei-quem? então eu adiciono-te!"

e se antes dar o nr de telemóvel era uma cena muito à frente, hoje em dia, ser "amigo" de alguém no Facebook também o é, ainda que as pessoas se esqueçam disso. é que a brincar, postamos muita informação pessoal no facebook e afins. informação que antigamente as pessoas só tinham acesso numa conversa cara a cara ou através de carta (!!!)...


Oliver Martin: Bon Jovi get a big record contract or somethin'?

Emily Friehl: His name's not Bon Jovi.

Oliver Martin: Oh.

Emily Friehl: He plays guitar.

Oliver Martin: Everyone plays guitar.

Emily Friehl: You play guitar?

Oliver Martin: No.

Emily Friehl: Strike two.
---

e o Ashton Kutcher que era um menino neste filme? ;)


Wednesday, April 10, 2013

"a licenciatura é uma chave de fendas"

fiquei presa a partir daqui!

MIGUEL GONÇALVES - Vencer o futuro

outra frase maravilha: "andamos constantemente à procura de gatos pretos"

e o sotaque. ah, o sotaque nortenho...!


Friday, September 16, 2011

mudam-se os tempos, mudam-se as matérias

na escola!

encontrei este link no FB de um conhecido. o link remete para um artigo que fala de uma nova matéria que ou já é leccionada (ou vai ser ou devia ser) nas aulas de inglês nos EUA: a linguagem das sms e telemóveis. aprender as siglas, as palavras cortadas, os seus significados e criar novos símbolos, dizem, pode ajudar a desenvolver a comunicação das crianças para além de lhes permitir tirar apontamentos mais rapidamente (isto quando estiverem na faculdade, por exemplo):



Wednesday, August 24, 2011

geo quê?

há uns tempos atrás ouvi falar de um jogo chamado Geocaching e fiquei com a impressão que seria divertido experimentar porque fazia-te andar à procura de "tesouros" através de coordenadas GPS específicas. os tesouros são denominados de "caches" e essencialmente são caixas (por norma tupperwares! ou caixas de rolos de fotografia) com cadernos, lápis, berlindes, carros de brincar, o que quer que caiba lá. como não tinha GPS não lhe dei grande importância, até ao dia 14 de Agosto de 2011. com a ajuda de um telemóvel com GPS, o programa deste jogo e algumas coordenadas guardadas, andei à procura de caches em Avis e arredores.

logo oficial
num fim-de-semana encontramos quatro! estavam nos mais variados sítios. o interessante deste jogo é que as coordenadas só te direccionam até a um certo ponto. depois tens de procurar, adivinhar vá, com uma pista, adivinhas e as experiências de outros que por já lá passaram. para mim o jogo é a desculpa perfeita para conheceres novos sítios que de outra forma nunca saberias que estavam ali mesmo ao lado.

a Berlingo andou por montes alentejanos, comportou-se como um autêntico jipe e mesmo sem AC providenciou sombra, comida e água aos geocachers. a Canon disparou por tudo quanto era sítio. as Havainas muitas espinhas e mato calcaram. fizemos novos amigos.

tudo por causa do Geocaching.


Tuesday, July 26, 2011

uma aventura no deserto*




não, não fui ao Sahara, nem algo parecido, acontece que noutro dia perdi-me em plena margem sul. quer dizer, foi algures entre Sesimbra e Azeitão, a Quinta do Conde e eu sei lá. só sei que queria ir para a Ponte Vasco da Gama para evitar os 5km de fila da Ponte 25 de Abril e perdi-me à grande! salvou-me alguém lembrar-me que eu estava a conduzir um carro com gps no porta-luvas!

tenham em mente que eu tenho muito boas capacidades de orientação, exceptuando uma vez ali em Serpa que estava muito sol!

*palavra de Mário Lino


Saturday, July 16, 2011

aprendi uma palavra nova!

por causa do meu trabalho. ao início fiquei a olhar para a palavra a pensar "será que se enganaram...?". mas depois perdi a vergonha e fui à Infopedia!

obviar (by Infopedia)

verbo transitivo
1. prevenir, tentar impedir
2. fazer frente a, dar resposta a
3. remediar

verbo intransitivo1. opor-se, obstar, mostrar resistência
2. ir ao encontro

(Do lat. obviáre, «id.»)


Thursday, July 14, 2011

ideia! ideias? oi?


hoje em dia, muita gente pensa: "bastava ter uma ideia original, transformá-la em negócio, ganhar rios de dinheiro e podia despedir-me, largar esta rotina horrorosa e virar patrão de mim mesmo". isto, por norma, é considerado o éden de qualquer trabalhador insatisfeito no seu emprego. contudo, apesar de ter vontade ser extremamente importante, ainda mais pertinente é "ter uma ideia", porque a ideia é a nossa alavanca para a mudança.  

noutro dia, por acaso, encontrei este artigo 'Sobre a qualidade das ideias' que nos dá a conhecer as 4 qualidades que uma ideia (para ter esse efeito que pretendemos) deve ter. partilho convosco o link: http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/cieco006468.html?page=2

=)


Friday, February 11, 2011

há formas e formas

só recentemente (tipo há três anos) é que se acendeu a lâmpada na minha cabeça relativamente à importância das formas de comunicação e da abordagem que as pessoas utilizam e como essas escolhas têm impacto (positivo, negativo ou neutro) na mensagem que transmitem...

e cada vez mais chego à conclusão que em certas situações, mais vale falar/escrever simples/por pontos do que falar/escrever formal/testamentos. e porquê?
porque as pessoas, regra geral, têm uma grande tendência para ignorar ou não perceber patavina do que estamos a tentar transmitir. por mais que expliquemos de forma formal, com os termos todos e patatipatata!

o interesse (ou falta dele) que o locutor tem na nossa mensagem vai afectar em 100% (sim, gosto de ser exagerada) a receptividade à nossa mensagem. por isso decidi-me.

vou falar à bebé e escrever à bebé porque (e não estou sozinha nisto) as pessoas querem ser tratadas assim e só assim percebem MESMO o que lhes queremos dizer!