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Wednesday, July 30, 2014

#validade

há muito tempo atrás escrevi isto.

e hoje, no Facebook, encontrei esta imagem com o título Validade das coisas
tb podem ver aqui

(somos mesmos) todos diferentes e todos iguais


Thursday, August 29, 2013

uma calma aparente (parte II)

e a conversa toda por causa do chiller tinha que ver com outra coisa...

uma analogia. cliché, mas analogia. e como não encontrei formas de explicar a sensação pelas minhas próprias palavras, encontrei-as nas palavras de outro: Affonso Romano de Sant'Anna (obrigada Ana!)

Às vezes, pequenos grandes terremotos

ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e a omoplata rolam
alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.


ou seja, para quem olha de fora, muitas vezes não desconfia, porque, lá estou eu, imóvel, encostada à parede na varanda, de olhos fechados... a apreciar o sol. a sentir os efeitos do chiller no edifício. e por dentro? por dentro toda eu tremo.


Friday, May 24, 2013

a vida em rascunhos

tinha cerca de 40 posts em rascunhos, uns eram antigos, outros mais recentes.
no noutro dia, não fui de modos e fiz uma limpeza!
uns posts irão ver a luz do dia, outros foram "cos porcos".
acumular tanta palavra, não tá com nada...!


Thursday, May 2, 2013

uma calma aparente (parte I)

sabem o kié um chiller? o wikipedia explica.
o prédio onde trabalho tem pelo menos um. e aquilo faz uma barulheira desgraçada. como já estamos habituadas ao barulho, nem notamos muito a não ser naquelas alturas em que:

1) ele se desliga 
2) vamos à varanda apanhar ar
ou
3) ele se liga

voltanto ao título do post.

quem passa na nossa rua, olha para o edifício e diz que está calmo. é normal, o edifício não se mexe. aliás, podemos dizer que, fisicamente, nada se mexe muito por aqui.

mas esta calma é uma calma aparente porque tem alturas do dia que, se te encostares ao edifício, especialmente no último andar, sentes que este se mexe. porquê?

por causa do chiller! que faz todo o edífico vibrar - um género de tremor parecido ao tremer do chão quando estamos num sítio onde, por baixo, passa o metro, sabem?


Sunday, August 14, 2011

cada vez mais...

me entristece ver prédios/casas/edifícios/jardins (e afins) em estado degradado, especialmente quando há casos de sucesso de restauração e reabilitação. um dos que mais me custa é esta casa à saída da A5 em Queijas, já a chegar à Marginal... um hotel ou restaurante aqui, com esta vista, só podia ter sucesso não?

antigo Restaurante Boa Viagem
por isso, quem é a alma caridosa que me oferece o edifício em ruínas? =)
ainda falta muito para fazer anos! até lá acho que conseguem!

se quiserem saber mais sobre a história deste edifício:


Monday, October 4, 2010

datas de validade

variam consoante o produto que se compra.
aplicam-se a documentos, pessoas, comida, pneus, relações, prazos de entregas de documentação, o que for.

cada vez mais, nesta azáfama que, por regra, rege as nossas vidas, as coisas têm um prazo de expiração. com tendência a ser curto. especialmente no que toca a tecnologia. os computadores rapidamente ficam obsoletos, o "tijolo" da Motorola que já foi um telemóvel topo de gama, hoje não serve para nada - talvez para segurar livros. no meio disto tudo salvam-se, talvez, as conservas que são feitas para durar. e as nossas memórias.

mas isso depende da capacidade de retenção que temos e da forma como fazemos essa selecção de recordações - selecção essa que nem sempre aplica o filtro mais decente ou normal. lembrar-me de coisas que profes me disseram nas aulas quando andava no básico, tudo bem!, mas lembrar-me do dia em que se tirou uma foto da turma do básico? hein? pois está claro que não. o que é irónico, tendo em conta o meu gosto por fotografias. adiante.

as mensagens e imagens no telemóvel também não se safam. têm um carácter de efemeridade a que sempre achei piada mas, sem dar por mim, comecei a guardar as mensagens queridas e bonitinhas que recebia dos meus amigos, família, entre outros. ontem andei em limpezas pelo telemóvel, que já não vai para novo (tem três aninhos, está tão crescidooooooo!), porque está cada vez mais lento com o acumular de palavras e mensagens que fui recolhendo ao longo deste tempo.

então não fui de modos e sem passar para o papel (kié o que eu fazia quando tinha tempo e paciência), descartei-me de situações e palavras que, vai na volta, não faziam sentido recordar.

mas não sei. se me arrepender logo aviso.