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Friday, September 27, 2013

desabafo: gemini (dá-me para isto de vez em quando)

sempre desejei ter uma irmã gémea. deve ser porque sou do signo Gémeos.
na minha imaginação, a minha gémea era igualzinha - como não podia deixar de ser - a mim.
tal e qual duas gotas de água, dois quadradinhos de chocolate preto que nunca se sabe bem qual dos dois comer primeiro.

como nunca me dediquei muito afincadamente a definir-lhe os traços de personalidade, posso dizer que era capaz de ser mais aventurosa que eu, porque cada vez que me lembrava de mentir, dizendo que tinha uma irmã gémea, era para me safar de situações mais caricatas... "ah isso não fui eu, deve ter sido a minha irmã, a Carolina". mas acho que nunca ninguém acreditou seriamente na possibilidade de eu ter irmã gémea.
 
 
já irmãs sem ser gémeas, essas já tive pelo menos três, que me lembre. e dois irmãos pelo menos. não dizem que os amigos são a família que a gente escolhe? uma dessas minhas "irmãs" ainda se auto-proclama minha irmã. e eu faço o mesmo. a diferença aqui é que ela tem 11 anos e consegue fazer com que as pessoas acreditem mesmo nela, tal não é a certeza com que ela o diz. comigo, já toda a gente sabe que sou filha única e ficam num impasse, entre o incrédulo "mas eu não sabia que a tua mãe/pai tinha tido outra filha" e o "mas que idade é que ela tem?". estranhamente, eu e ela temos parecenças físicas e diz, quem me conheceu em criança, que também temos manias parecidas. deve ser do convívio.

sobre ser Gémeos, lembro-me que quando tomei consciência do meu signo, a coisa fez sentido. e, logo a seguir, puxei essa pequena particularidade para a estupidez. sou chata por duas pessoas, bruta por duas pessoas, tímida por duas pessoas, gulosa por duas pessoas, etc.

lá está, não dá para não ser "nem tanto ao mar, nem tanto à terra".

talvez, um dia, que escreva um livro, ou qualquer coisa parecida, pode ser que dê vida à Carolina.

e, já agora, que me lembro, sempre me atraiu a ideia de namorar com gémeos. mas isso nunca aconteceu, por isso, fica apenas a fantasia. pode ser que também vá a ideia para o livro.


Thursday, September 5, 2013

desabafo: sou mm gaja

porque noto que os meus períodos mais férteis em termos de escrita são - sempre - quando há algum novo interesse masculino ou, como diz o ditado, "mouro na costa"!

esta "fertilidade" nem sempre se manifesta no blog, mas este ano, Maio e Julho, destacam-se de longe dos outros meses todos, como sendo os meses em que mais publiquei posts, relacionados ou não, com o assunto "mouro". porque será, hein?

e Setembro?
Setembro vai bem vai...


Thursday, August 29, 2013

uma calma aparente (parte II)

e a conversa toda por causa do chiller tinha que ver com outra coisa...

uma analogia. cliché, mas analogia. e como não encontrei formas de explicar a sensação pelas minhas próprias palavras, encontrei-as nas palavras de outro: Affonso Romano de Sant'Anna (obrigada Ana!)

Às vezes, pequenos grandes terremotos

ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e a omoplata rolam
alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.


ou seja, para quem olha de fora, muitas vezes não desconfia, porque, lá estou eu, imóvel, encostada à parede na varanda, de olhos fechados... a apreciar o sol. a sentir os efeitos do chiller no edifício. e por dentro? por dentro toda eu tremo.


Friday, May 24, 2013

a vida em rascunhos

tinha cerca de 40 posts em rascunhos, uns eram antigos, outros mais recentes.
no noutro dia, não fui de modos e fiz uma limpeza!
uns posts irão ver a luz do dia, outros foram "cos porcos".
acumular tanta palavra, não tá com nada...!


Thursday, May 2, 2013

uma calma aparente (parte I)

sabem o kié um chiller? o wikipedia explica.
o prédio onde trabalho tem pelo menos um. e aquilo faz uma barulheira desgraçada. como já estamos habituadas ao barulho, nem notamos muito a não ser naquelas alturas em que:

1) ele se desliga 
2) vamos à varanda apanhar ar
ou
3) ele se liga

voltanto ao título do post.

quem passa na nossa rua, olha para o edifício e diz que está calmo. é normal, o edifício não se mexe. aliás, podemos dizer que, fisicamente, nada se mexe muito por aqui.

mas esta calma é uma calma aparente porque tem alturas do dia que, se te encostares ao edifício, especialmente no último andar, sentes que este se mexe. porquê?

por causa do chiller! que faz todo o edífico vibrar - um género de tremor parecido ao tremer do chão quando estamos num sítio onde, por baixo, passa o metro, sabem?


Tuesday, February 8, 2011

e calduços na cabeça?

nunca vos apeteceu ter poderes para voar ou teleportar?
para poderem, por exemplo, fazer isto:

* sai um calduço na cabeça para o velhote do Toyota que quando eu páro o carro ralha comigo porque não viu que eu tinha os quatro piscas ligados; ele vinha no início da rua lá bem ao fundo e já eu tinha os quatro piscas ligados e, ainda assim, parou atrás de mim e só depois é que passou à frente. devo ainda acrescentar que tinha bastante espaço para me passar à frente... mas tudo bem!

* sai uma belinha na testa para o senhor que, na estação de comboio, está na plataforma oposta à minha e manda um papel para a linha quando tem um caixote do lixo ao lado.

é que às vezes... tenho vontade (especialmente quando vejo estranhos a fazerem coisas que, de acordo com as boas normas da educação, não se deviam fazer) de chegar ao lado dessas pessoas, tipo Vegeta ou Son Goku quando se teleportam e dar-lhes belinhas ou calduços! 


Monday, December 27, 2010

sinais do tempo

nunca tiveram daqueles dias muito... nhónhós?
quando só nos apetece caminha, sopinha e festinhas???
ou vá, doces, pc e tv?

a mim já. cada vez mais me apetece quebrar a rotina e abrandar o ritmo.
a questão que se põe: mas que idade tens tu hum?


Tuesday, October 12, 2010

writing issues

eu sei que não escrevo há muito tempo quando por alguma razão estou a "conversar" com alguém no msn e começo a escrever muito rápido e lembro-me que antes (algures na Antiguidade da mha vida) era assim quando escrevia. isto porque com o teclado, o meu pensamento quase que ocorre à mesma velocidade que a minha escrita. ou deverei dizer o contrário? é tão fácil escrever nessas alturas, em que o pensamento está sincronizado com as mãos, os dedos com as teclas e tudo o resto comes into place.

mas dp life comes in, distractions occur. e eu perco esta velocidade de pensamento e de escrita. perco o fio à meada. já não sei porque comecei a escrever, já não sei o que queria dizer.

mm à Dory!